23 de dezembro de 2013

NATAL NÃO É ...

“...E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome ...”  Filipenses 2:7-9

Em nossa cultura experimentamos datas vazias e sem significados, muitas vezes. Coelhos na páscoa cristã, Papai Noel no natal de JESUS, bruxas no lugar de Martinho Lutero.

Parece que adaptamos personificações culturais de outros países e geralmente pegamos aquilo que não tem muita significância para o nosso contexto. Minha estimada amiga Margaret Hoerlle comentava com destreza recentemente: “Por que importamos o Halloween no dia 31 de outubro e não o dia da Reforma Protestante? Por que não adaptamos o Dia de Ação de Graças dos EUA?”.  Diante disso, pergunto: será que celebramos realmente o verdadeiro significado do Natal? Importamos o significado legítimo da natalidade de Jesus Cristo? Damos a verdadeira importância ao sentido do natal?

O Natal não é uma data sem importância. Ao reunir-se com a sua família em torno da mesa neste natal, lembre-se de orar celebrando a vinda do Deus encarnado, que se esvaziou, se humilhou e obedeceu até a morte na cruz. Foi o cabal suplício, sacrifício suficiente para a remissão dos nossos pecados. Tornamo-nos filhos de Deus, santuário do Espírito, nova criatura tendo como manjedoura de Deus um coração arrependido. Lembre-se disso neste natal, conforme diz a canção:

“Deus enviou seu Filho amado para nos salvar e perdoar, na cruz morreu, por meus pecados. Mas, ressurgiu e vivo com o Pai está! Porque Ele Vive! Posso crer no amanhã. Porque Ele Vive, temor não há. Então eu sei, eu sei ... que a minha vida, está nas mãos do meu Jesus que vivo está!”


Lembra-se dessa música? Ela fala do amor de Deus que enviou seu único Filho a nós (Jo 3:16). Dentre muitas outras, é uma música que relata o motivo da natalidade de Jesus. Fala a nós, cristãos, do verdadeiro sentido do natal. Temos muitas canções e textos bíblicos que refletem o motivo do natal. Por exemplo, no Evangelho de Lucas, o terceiro livro da Bíblia com a maior quantidade de canções:

O cântico de Isabel (1:41-45)
O cântico de Maria (1:46-55)
O cântico de Zacarias (1:68-79)
O cântico de Simeão  (2:29-32)
O cântico dos anjos  (2:14)

O Natal é tão importante para os cristãos que a própria Bíblia o celebra com muita festa, música e alegria.

O Natal não é apenas um memorial de um menino pobre que nasceu de uma virgem. Natal é um tempo em que celebramos o advento do novo nascimento (Jo 3; Is 9:1-7). Aquele menino Jesus dos presépios não precisa da nossa pena e compaixão. Ao olhar para o coxo – lugar onde os animais comiam – onde Jesus foi posto, não devemos ter dó daquele que veio ao mundo como Rei do universo, Sumo Sacerdote e Profeta maior. A pobreza do estábulo não deveria ofuscar o poder, a autoridade e a glória do Salvador. Jesus veio humilde, mas não é digno de pena. Por causa da encarnação de Deus, onde havia trevas, irrompeu a luz - como ocorre na vida daqueles que se rendem ao Senhor. 

Natal não é uma celebração para o Papai Noel. A figura lendária que foi inspirada em São Nicolau, ou Santa Claus, bispo de Mira (Dembre, na atual Turquia cerca de 270 dC) não substituirá o Salvador. Por isso, sem medo, devemos explicar às crianças que Papai Noel é um personagem mítico criado a partir de um clérigo católico que era venerado por levar presentes para crianças pobres, que para não ser visto, o fazia pela noite jogando os presentes em meias pelas chaminés. Porém, jamais deixar de ensinar que o verdadeiro Natal nos apresenta Jesus Cristo como o Salvador do mundo. Explique e a criança entenderá que Jesus Cristo é mais importante que o Papai Noel do mercado. Deixe claro que a celebração, o motivo de alegria e festa é Jesus. Como disse o anjo aos pastores naquela noite maravilhosa: "Eis que vos trago boas novas que serão de grande alegria para todo o povo. É que hoje vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor".  (Lc 2:11)
Enfim, o Natal não é o que o mercado determina, mas um tempo para celebrar a nova vida que recebemos em Jesus. Nesta data especial nos lembremos das atitudes que Jesus teve ao encarnar entre nós: esvaziamento, humildade e obediência. Tenhamos esses mesmos sentimentos. Dê presentes, abrace aqueles que você ama, mas jamais se esqueça que o maior presente que recebemos foi Jesus nosso Rei e Senhor.

Que seu natal seja significativo e especial!

Dicas para não cometer "girafices" nas redes sociais

Volto a postar dicas sobre a anti idiotice coletiva. Cuidado! Você pode ser contagiado pelo vírus da "girafice" social. Andam por aí tentando reproduzir repetições sem significado - loquacidades frívolas. Para representar melhor a analogia da ignorância, a girafa agigantou-se e saiu na frente do burro. Em palavras simples  e letras garrafais: cuidado com a burrice social, ou melhor: "GIRAFICE".

O fato de todos repetirem uma mesma coisa, não significa que seja correta. Nem todos querem postar uma foto de girafa; já não temos todos rosto de criança e nem todos têm os mesmos interesses. Por isso, as tentativas de enlatar todos os perfis numa onda como se todos fossem clones ideológicos são, para mim, "girafice" social. 

Pois bem, sem enrolação, aí estão as dicas para não ser "engirafado" com a multidão cibernética:

Não caminhe com a boiada para o matadouro.
Não caia no mesmo abismo que o outro caiu.
Não pegue a mesma onda que afoga a multidão.
Não se apequene às idiotices construídas por uma geração que desaprendeu a pensar.
Não se curve diante das futilidades que vociferam na internet.
Não se renda às algemas da escravidão coletiva que assenhoram-se do seu cérebro.
Pare de reproduzir, papagaiar, ou retransmitir o que deveria ser guardado apenas para você. 
Não se submeta à preguiça intelectual que neutraliza a interpretação dos textos.
Fuja das redundâncias ideológicas, mesmices pragmáticas e trivialidades culturais e aproxime-se dos conteúdos que estimulam a reflexão crítica. 
Enfim, torne este espaço um lugar útil, reflexivo e inteligente - sem "girafices".

Pense!