23 de novembro de 2011

Quem é Deus para você?


Salmo 139
Não é incomum as pessoas confundirem a figura do Papai Noel, tão divulgada nesta época, com a divindade. Afinal, o “bom velhinho” tem características criadas para parecer divino; por exemplo: “Está num trono; sabe quando as crianças fazem o mal ou o bem; pode entrar em várias chaminés numa mesma noite; seres místicos o servem (duendes/anjos); ”Na verdade o Papai Noel é uma imitação barata de Deus! Mas quem é Deus para você? Como você O compreende?
Vivemos dias difíceis para definir quem Deus é. Os conceitos sobre a personalidade de Deus se prostituem com as ideologias das seitas, religiões e tradições culturais. Estamos num país com tradições nas religiões afro-indígenas e na pajelança; somos desafiados a apresentar o Deus revelado na Bíblia de forma compreensível, transparente e apologética. Deus não precisa da nossa defesa, mas as distorções sobre a compreensão de quem Ele é, sim, precisam de correções.  
O salmista que escreveu o salmo 139 narra os atributos de Deus ao falar de seu relacionamento com o Criador. Ele esclarece que Deus é Onisciente (sabe de tudo), versos 1-6; Deus é Onipresente (pode estar em todos os lugares e todos os lugares estão Nele), versos 7-12; e não menos importante, Deus é Onipotente (Pode tudo), versos 13 a 18.
Nenhuma entidade pagã animista, nem mesmo as mais belas esculturas divinizadas pelos homens, ou ainda qualquer deus mitológico possui os atributos de Deus! Nem mesmo Papai Noel, garoto propaganda do mercado, entronizado nos shoppings (“templos modernos”) e cultuado nas vitrines consegue piratear os atributos de Deus. Quem é o Deus da Bíblia?
Um artigo é um espaço pequeno para esboçar os atributos, a natureza e o caráter de Deus. Mas resumidamente, a noção mínima que as pessoas deveriam ter de Deus é simples. Em essência Deus é amor, afinal Ele deu seu único Filho para morrer por nós (Jo 3:16); em Poder, Deus é Soberano, pois nada escapa dos Seus olhos - é governador absoluto do universo; e em Eternidade – Deus não nasceu, nem morrerá, pois não precisa nascer para Ser. Ele sempre existiu e sempre será. Portanto, Deus não é como nós. O homem é criatura e Deus sempre Criador. Entretanto, o ser humano, cegado pelo pecado, tenta outras estratégias.
As imagens veneradas em nossa cultura e que servem para mediar os homens à divindade são meras invencionices humanas sem nenhum sentimento (Salmo 115). O homem quer ser “deus de si mesmo”, desde os tempos do início (Gn 1-2) e portanto, cria entidades manipuláveis, com formas humanas e que são, geralmente, retribuitivas e vingativas. Precisam ser persuadidas por sacrifícios, promessas, peregrinações e oferendas. São imitações medíocres da divindade, embora não possuam substância, poder ou eternidade divina. Os homens que se recusam a reconhecer a Deus na criação são indesculpáveis, pois Ele mesmo se dá a conhecer através da revelação natural (Romanos 1).
Quem é Deus para você? Um personagem invisível fruto da sua própria imaginação esquizofrênica? Um amuleto a ser utilizado apenas em tempos de adversidade? Um déspota sádico e autoritário que administra o universo com punhos de ferro e que se diverte com o caos que o pecado causou na humanidade? Ou Deus é o que Ele diz ser “Eu Sou o que Sou”? Ex 3:14. Ou Deus é o quem a Bíblia revela e não aquilo que nós sugerimos que Ele seja? Afinal, Deus não pode ser preso às nossas concepções filosóficas – é preciso também ter um conhecimento pessoal e relacional.
Submeta-se à Soberania de Deus! Reconheça que Ele o ama antes da fundação do mundo. Ele deseja ser glorificado através da sua vida e o único meio para isso acontecer é que você reconheça que é pecador. Compreenda o sacrifício vicário do Senhor Jesus Cristo, sujeite-se ao Senhorio do Deus encarnado e ressurreto. E evite encaixar a Deus nas formatações da sociedade utilitarista. Contente-se com o fato de Ele ser “Totalmente Outro”, Trino (Pai, Filho e Espírito Santo), não manipulável e Soberano sobre tudo e todos. Isso deve bastar para nós.