1 de dezembro de 2011

“Exortação” e cuidado Mútuo


Hebreus 3.13
"antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado"

“Esta é uma palavra que quer dizer encorajar ou dar conforto aos outros. Sua raiz grega significa "chamar para o lado" e nos dá a imagem de alguém chamando o outro para vir para o lado, a fim de fortalecê-lo e restabelecer sua confiança. É a mesma raiz da qual se deriva um nome do Espírito Santo: o Consolador” Ray Stedman, no livro Igreja, Corpo Vivo de Cristo.
            Geralmente, a igreja já não exorta mais. Em regra, ela não chama atenção e também não consola. O cuidado mútuo tem sido substituído por estratégias de ministério massificadas. As palavras do texto sagrado que evidenciam a exortação mútua não são conhecidas no vocabulário evangélico atual.  Vivemos dias de extrema relutância à disciplina. A sociedade clama por limites em meio à cultura do “não tem nada haver”; os pais não disciplinam com coerência e firmeza; a geração de filhos mimados que não sabem ouvir “não” será a protagonista de um futuro onde a libertinagem e a falta de foco serão as marcas predominantes. A geração “z” (nascidos, geralmente, entre 1998-2010) geme por limites e chegamos à seguinte conclusão: a sociedade moderna não sabe disciplinar/cuidar e como subproduto dessa atmosfera, a igreja desaprendeu a exortar.
            Os princípios da mutualidade precisam ser resgatados na Bíblia. Há inúmeras referências sobre o “uns aos outros” nas Escrituras. Nenhuma sentença tem sido tão violada quanto a instrução bíblica: “exortai-vos uns aos outros”. Não há confronto recíproco, sobram bajulações ao pecado. A sinceridade está subjugada pela hipocrisia e perdeu a batalha para a honestidade. As pessoas, geralmente, influenciadas por novelas, seriados e programas de entretenimento, confundem respeito fraterno com omissão, ética com covardia e por isso não falam a verdade umas às outras. A infantilidade emocional retira a capacidade do confronto fraterno. Ninguém cuida de ninguém; não há limites e a exortação tornou-se esquecida no cotidiano evangélico.
            O evangelho light suprime a pregação dos primórdios “arrependei-vos e crede no Evangelho” Mc 1:15b. A Teologia da Prosperidade transformou discípulos potenciais em expectadores consumistas dos produtos da fé, descomprometidos e melindrosos. Querem bênçãos, auto-realização e banalizam qualquer, que como João Batista, pregue a Palavra (2 Tm 4:2). Por isso nossas igrejas estão abarrotadas de sentimentalistas, vulneráveis, fragilizados pela pseudo-pregação superficial dos “telebajuladores”.
            Dizer “não” ou repreender alguém também é uma atitude de amor embutida na prática da exortação de “chamar para o lado”. Exortar é uma necessidade. Precisamos recuperar essa prática em nossos relacionamentos. Não podemos ser “bebês chorões” que não têm profundidade na vida Cristã para assimilar a disciplina, o cuidado e a exortação (Hb 5:11-14).
            Já fui, pessoalmente, abordado por pessoas que pediram uma mensagem de conforto e não de juízo para o culto. O que me solicitaram, na verdade, em trocadilhos, foi: “pastor, por favor, ‘dê pão e circo ao povo‘, ofereça uma boa oratória de auto-ajuda, pois as pessoas estão bem acomodadas com o pecado; não mexa no ‘vespeiro’ ou nos vícios domesticados das pessoas. Não exorte!
Se Jeremias, Isaías ou Zacarias vivessem em nossos dias seriam motivos de chacota e desprezo. Seriam a pauta nas “fofocas” dos maledicentes. Certamente seriam hostilizados por pregarem uma mensagem “dura”.  Provavelmente, seriam rejeitados e tidos como moralistas religiosos. Não ganhariam um “Nobel”, nem mesmo um prêmio que reconhecesse suas habilidades como pregadores intrépidos. Afinal, a cultura predominante premia os piores referenciais (viciados, corruptos, lascivos e imorais). A sociedade não admira apenas bajuladores, como também quem não é modelo para seguir: valoriza Amy Winehouse e não John Stott; prefere Paulo Coelho em detrimento de Russel Shedd ou Dietrich Bonhoeffer. Os exortadores não são, geralmente, apreciados, pois chamam as pessoas à responsabilidade cristã, para o lado e para Cristo.
    Como resultado desse contexto, a igreja patina nas estratégias “atacadistas”. Pregar para as massas traz reflexão e é eficaz, entretanto, de regra, não provoca mudanças profundas. As pregações de púlpito cumprem seu papel, mas jamais substituirão a exortação mútua. O discipulado relacional é a solução para suplantar os projetos mirabolantes de pastoreio das massas. E a exortação mútua é o imperativo da fé relacional. O Consolador, o Espírito Santo, opera quando obedecemos a sentença escriturística “exortai-vos uns aos outros”.

23 de novembro de 2011

Quem é Deus para você?


Salmo 139
Não é incomum as pessoas confundirem a figura do Papai Noel, tão divulgada nesta época, com a divindade. Afinal, o “bom velhinho” tem características criadas para parecer divino; por exemplo: “Está num trono; sabe quando as crianças fazem o mal ou o bem; pode entrar em várias chaminés numa mesma noite; seres místicos o servem (duendes/anjos); ”Na verdade o Papai Noel é uma imitação barata de Deus! Mas quem é Deus para você? Como você O compreende?
Vivemos dias difíceis para definir quem Deus é. Os conceitos sobre a personalidade de Deus se prostituem com as ideologias das seitas, religiões e tradições culturais. Estamos num país com tradições nas religiões afro-indígenas e na pajelança; somos desafiados a apresentar o Deus revelado na Bíblia de forma compreensível, transparente e apologética. Deus não precisa da nossa defesa, mas as distorções sobre a compreensão de quem Ele é, sim, precisam de correções.  
O salmista que escreveu o salmo 139 narra os atributos de Deus ao falar de seu relacionamento com o Criador. Ele esclarece que Deus é Onisciente (sabe de tudo), versos 1-6; Deus é Onipresente (pode estar em todos os lugares e todos os lugares estão Nele), versos 7-12; e não menos importante, Deus é Onipotente (Pode tudo), versos 13 a 18.
Nenhuma entidade pagã animista, nem mesmo as mais belas esculturas divinizadas pelos homens, ou ainda qualquer deus mitológico possui os atributos de Deus! Nem mesmo Papai Noel, garoto propaganda do mercado, entronizado nos shoppings (“templos modernos”) e cultuado nas vitrines consegue piratear os atributos de Deus. Quem é o Deus da Bíblia?
Um artigo é um espaço pequeno para esboçar os atributos, a natureza e o caráter de Deus. Mas resumidamente, a noção mínima que as pessoas deveriam ter de Deus é simples. Em essência Deus é amor, afinal Ele deu seu único Filho para morrer por nós (Jo 3:16); em Poder, Deus é Soberano, pois nada escapa dos Seus olhos - é governador absoluto do universo; e em Eternidade – Deus não nasceu, nem morrerá, pois não precisa nascer para Ser. Ele sempre existiu e sempre será. Portanto, Deus não é como nós. O homem é criatura e Deus sempre Criador. Entretanto, o ser humano, cegado pelo pecado, tenta outras estratégias.
As imagens veneradas em nossa cultura e que servem para mediar os homens à divindade são meras invencionices humanas sem nenhum sentimento (Salmo 115). O homem quer ser “deus de si mesmo”, desde os tempos do início (Gn 1-2) e portanto, cria entidades manipuláveis, com formas humanas e que são, geralmente, retribuitivas e vingativas. Precisam ser persuadidas por sacrifícios, promessas, peregrinações e oferendas. São imitações medíocres da divindade, embora não possuam substância, poder ou eternidade divina. Os homens que se recusam a reconhecer a Deus na criação são indesculpáveis, pois Ele mesmo se dá a conhecer através da revelação natural (Romanos 1).
Quem é Deus para você? Um personagem invisível fruto da sua própria imaginação esquizofrênica? Um amuleto a ser utilizado apenas em tempos de adversidade? Um déspota sádico e autoritário que administra o universo com punhos de ferro e que se diverte com o caos que o pecado causou na humanidade? Ou Deus é o que Ele diz ser “Eu Sou o que Sou”? Ex 3:14. Ou Deus é o quem a Bíblia revela e não aquilo que nós sugerimos que Ele seja? Afinal, Deus não pode ser preso às nossas concepções filosóficas – é preciso também ter um conhecimento pessoal e relacional.
Submeta-se à Soberania de Deus! Reconheça que Ele o ama antes da fundação do mundo. Ele deseja ser glorificado através da sua vida e o único meio para isso acontecer é que você reconheça que é pecador. Compreenda o sacrifício vicário do Senhor Jesus Cristo, sujeite-se ao Senhorio do Deus encarnado e ressurreto. E evite encaixar a Deus nas formatações da sociedade utilitarista. Contente-se com o fato de Ele ser “Totalmente Outro”, Trino (Pai, Filho e Espírito Santo), não manipulável e Soberano sobre tudo e todos. Isso deve bastar para nós.

26 de julho de 2011

pausa

Amigos,
Teremos um tempo de pausa por conta do Projeto Palavra.
Novidade, em breve!

14 de junho de 2011

Estamos em guerra! A família bombardeada pelos setores midiáticos

     "Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder".
    Você está convocado para a guerra! O Dr. M. Lloyd Jones disse, no seu renomado livro O Combate Cristão: “A vida cristã é uma guerra. Somos estrangeiros em terra alheia e estamos no território do inimigo”. A batalha é travada entre as ciladas (metodhai=estratégias ou métodos) arquitetadas pelo inimigo e a família. A família é instituição divina. Deus disse: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra ..." (Gn 1:28). Deus tem lindo projeto para ela: que seja preservada, unida, célula do corpo de Cristo e exemplo para a sociedade. É indubitável que famílias estruturadas formam uma boa sociedade.
O presente século tem valores ético-morais que tentam obstruir o caminho proposto por Deus para a família. As novelas televisivas procuram promover a falsa idéia de que casamento não é necessário e deve durar pouco; que relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são “normais” e uma tendência; e que infidelidade conjugal é uma questão habitual; quem não concorda com esses valores é taxado autocraticamente de “preconceituoso”.
      Enquanto tentamos pastorear as famílias entre visitas, cultos e eventos da igreja local, há centenas de mensagens detestáveis invadindo nossas casas e ensinando nossos filhos a viverem uma vida promíscua, sem responsabilidades e longe de Deus. Nossos jovens são atraídos pelos programas de “namoros” relâmpagos e sites de relacionamentos. Muitos acabam vitimados por relações frustradas. Nossas crianças são vilipendiadas através de desenhos e programas que enaltecem a violência, a sexualidade precoce, a falta de altruísmo e a rebeldia. A inversão de valores fomentada pela mídia é gritante e assustadoramente sádica.
        Paulo escreve uma de suas cartas com preocupação enfática sobre a família e os problemas sociais do seu tempo: Efésios. O apóstolo está na prisão, em Roma, redigindo um dos textos que mais enaltecem os bons valores cristãos. A Supremacia de Cristo, a graça para os judeus e gentios, a conduta moral do cristão, a vida em comunidade, o relacionamento conjugal e entre pais e filhos, a autoridade na sociedade e a luta contra as estratificações espirituais do mal são assuntos ressaltados na carta. Sugiro que você leia o capítulo 6 da carta aos Efésios. A preocupação com a família dá a tônica da carta. É muito nítido que o cristão deve estar com os relacionamentos e a espiritualidade em ordem para entrar no Combate que todo Filho de Deus enfrenta (Ef 6:10ss). Nossa luta não se dá contra seres humanos e sim contra as forças do mal, personificadas, hierarquizadas e bem organizadas. Jhon Macarthur disse: “O diabo não é tão burro. É organizado”! Estamos convocados para uma guerra “Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.” Toquem a trombeta, soem os tambores, convoquem os valentes, pois estamos em batalha contra o mal e seu alvo de ataque é a família, núcleo e quartel general dos bons soldados de Cristo.
Outro texto bíblico que nos chama a atenção se encontra em Romanos 12:1. “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.
       A palavra mundo do texto pode ser traduzida por “era” ou “cultura predominante”. Isso significa que não podemos ter por regra os valores impostos pelos setores midiáticos. Outro termo que se ressalta no verso supracitado é o transformai-vos, proveniente do grego = methámorfou, que significa: transformação, metamorfose, transfiguração. Ou seja, é preciso reagir aos princípios nocivos absorvidos pela sociedade através de uma mente transformada pela maturidade espiritual. Ainda e não menos importante, assinalemos o verbo experimentar, que deve ser apropriadamente traduzido por “discernir” que conota discriminar, descobrir e conhecer. Nesse sentido, o texto nos exorta a não vivermos em conformidade com os padrões desta Era e a mudar a mente a partir do discernimento da vontade de Deus revelada em sua Palavra. Só assim a boa, agradável e perfeita vontade de Deus será descoberta, assimilada e introduzida no comportamento cristão.
    Não podemos demonizar a utilização da televisão, internet e outros meios. Entretanto devemos advertir sobre os perigos para a família embutidos nos meios de comunicação. É necessário proteger a instituição mais singular da criação. O controle remoto está em nossas mãos, o mouse também. O combate cristão é exercido com maturidade e destreza na aplicação correta da Palavra da Verdade. A armadura do soldado de Cristo, com a qual devemos nos revestir é um comportamento irrepreensível (Ef. 6:14-18) e que desestabiliza os ataques do inimigo. Você aceita essa convocação? Diga "sim" no espaço abaixo e faça seu comentário.

19 de maio de 2011

Ela disse o que todos sabem

              A professora de Língua Portuguesa Amanda Gurgel ficou subtamente reconhecida nos meios cibernéticos por dizer coisas que todos sabem, embora de modo diferente. O vídeo que compartilho aqui demonstra não apenas o caótico cenário da educação brasileira, mas a forma indignada, efervescida e contagiante com que a professora comunica seu protesto. Enquanto políticos despreparados nadam em rios de dinheiro nossas Amandas são vilipendiadas pelo Estado e desrespeitadas por aqueles que deveriam defender uma educação de qualidade. Não há muito que acrescentar ao discurso de Amanda, senão enaltecer sua clareza, objetividade e maneira respeitosa com que conduz seu discurso, muito diferente, aliás, das falácias politiqueiras que procrastinam o que deveria ser prioridade nacional: Educação de qualidade. 
          Isso significa investir nos professores e em estruturas funcionais; tornar a educação algo mágico, dinâmico e atraente. Reconhecer aqueles que cultivam a arte de ensinar, dar dignidade ao professor e fomentar nas futuras gerações de educadores um senso de excelência para o ensino. O exercício do magistério precisa migrar de obstáculo para privilégio. Tornar a profissão do professorado concorrente tem haver com a boa formação do profissional, reciclagem e INVESTIMENTO - isso inclui salários mais dignos ao invés das migalhas fornecidas pelos governantes. Quando a  educação for uma prioridade os governos investirão mais no professor do que no Carnaval, por exemplo.
           Aqueles que fornecem esforço, saúde e talento em prol da educação, como Amanda, calam os discursos infrutuosos e embrulháveis dos representantes políticos. Não há mais espaço para o silenciar aqueles que batalham na linha de frente a favor da educação. Amanda Gurgel - guardem esse nome e divulguem suas palavras denunciantes.

16 de maio de 2011

Uma perseguição sofisticada contra a Igreja de Jesus Cristo.

               Vivemos dias de perseguição contra a Igreja de Jesus Cristo! Isso não acontece apenas no campo físico em regiões inóspitas e hostis ao Evangelho. Ocorre também em países aparentemente tolerantes e democráticos, como é o caso do Brasil. Refiro-me aos ataques sofridos pela Igreja de Jesus Cristo daqueles que se simpatizam com a nova cultura LGBT, característica inegável dos tempos hipermodernos.
               O STF, a Câmara dos Deputados Federal, o Senado, órgãos representativos da sociedade, os meios de comunicação em massa e a mídia geral estão abarrotados de representantes dos movimentos de minoria, como da ABGLT (Associação Brasileira de gays, lésbicas e transgêneros), que possui legitimidade em algumas reivindicações, salvo os afrontamentos contra a família brasileira. O Kit Gay, a PL 122 e outras manobras políticas são apenas algumas ferramentas para digladiar contra a família e os direitos constitucionais.
               Vivemos um tempo em que é preciso definir os papéis, de modo que os gêneros já existem e são dois, masculino e feminino (Gn 1:27). Ao dizer “família” é preciso distinguir o termo das novas formatações que nada têm haver com o natural (Homem e mulher numa relação heterossexual constituindo uma família). A família nos moldes tradicionais está ameaçada por uma atmosfera de perversões e prostituições das leis do país com ideologias que apenas degradam a sociedade.
               É preciso definir também o que é Igreja! A Igreja de Cristo nada se assemelha com os movimentos nominalistas que fazem parte das esferas de poder. Em nada se compara aos novos líderes personalistas que dizem representá-la com grande alarde midiático. A Igreja Evangélica Brasileira, nominalista e propagandeada na mídia, não representa o papel dos discípulos de Cristo, que sofriam como mártires por amor a Jesus. A Igreja de Jesus Cristo sempre foi perseguida na história geral. Desde o aprisionamento do povo de Israel no Egito, até os relatos dos Atos dos apóstolos e o pano de fundo sócio-político do Apocalipse, bem como nos dias de hoje. E quanto mais perseguida era, mais santificada permanecia. Quanto mais ultrajada, pressionada e alienada, tanto mais fomentava a piedade, a perseverança e a esperança na parousia (retorno de Cristo).
               A PCUSA (Presbyterian Church), por exemplo, aprovou a ordenação entre casais homoafetivos. A maioria dos 173 presbitérios preferiu agradar, Balaão, os nicolaítas e os seguidores de Jezabel (Ap 2:12-17;20). O liberalismo teológico e o secularismo da religião não suportarão a perseguição e acabarão cedendo aos apelos das elites dominantes. Todavia, a Igreja de Cristo autêntica, que estriba seu código de ética nos valores do Reino, nas Escrituras, na Vontade de Deus – essa não pode ceder. Essa verdadeira igreja de Cristo não o negará! Antes, permanecerá fiel e sua marca distintiva no mundo continuará sendo o amor ao próximo.
               Em tempos como o nosso, onde tudo acontece pelas vias jurídicas, nem sempre justas como deveriam, a perseguição é altamente sofisticada e camuflada. A Igreja não sofre com espadas, fogueiras ou batalhas terrestres, mas no campo da ciência que tenta sobrepujar a ordem natural da criação; ela continua sendo vitimada pelos ultrajantes golpes assassinos do clamor popular. Não somos mais perseguidos em batalhas por cavalos ou tanques de guerra, entretanto com uma gama multifacetada de ideologias impregnadas no comportamento das nossas crianças, jovens e adultos, que são persuadidos pelos meios de comunicação. A posteridade está ameaçada por uma guerra intelectual e de ideologias que se chocam – uma lutando pela instituição familiar e o direito irrevogável dos pais educarem seus filhos sexualmente sem interferência do Estado (com suas putrefatas invencionices e homologações); a outra batalha acontece por parte dos movimentos de resistência tentando impor à maioria os interesses de uma minoria LGBT (que possui seus direitos, mas não pode impor seu comportamento tido como “normal”). Enfim, sinto-me perseguido como parte da Igreja de Cristo quando tentam calar minha angústia que vocifera pela família. Vejo-me encalçado pelos falsos ensinos, imagens e filmes coisificando a sexualidade humana e por aqueles cedem às catalisações da sociedade em detrimento das exigências do Evangelho. Voltemos às Escrituras.