1 de março de 2013

Entre Neemias e os bambus



“Então lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, e bem assim as palavras que o rei me tinha dito. Eles disseram: Levantemo-nos, e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra.” Neemias 2:18

Você certamente conhece o bambu. É uma planta formidável e inspiradora. Permita-me resenhar algumas alegorias entre esta planta enigmática, seus significados e a vida do cristão.

 Bambus crescem no longo prazo – uma única semente pode formar uma floresta entre 30 e 40 anos. Leva tempo, entretanto ele associa qualidade à quantidade no longo prazo.
 Possuem raízes profundas – crescem primeiramente para baixo, depois de anos começam a avançar para o alto e para os lados.
Encurvam-se, mas não quebram facilmente - Não são facilmente derrubados nas tempestades. Possuem resiliência suficiente e envergadura elástica para encurvar e voltar.
 São muito úteis – bambu é matéria prima para muitas utilidades. Seu caule lenhoso é utilizado na fabricação de medicamentos, instrumentos musicais, casas, roupas, móveis, cestos, na construção de edifícios resistentes a terremotos, dentre outros. Enfim, são profundos, pacientes, resistentes, perseverantes e úteis: tal como as pessoas de fé e que confiam em Deus.

Você se parece mais com o bambu ou com um graveto? Já foi levado ao desânimo por causa das pressões externas? Já naufragou no oceano da murmuração ou mergulhou no lamaçal das críticas destrutivas? Nosso personagem de hoje não cedeu à oposição, mas permaneceu firme, porque a boa mão do Senhor era com ele – Neemias é o seu nome e ele se parece muito com os bambus.
Neemias, o personagem principal do mesmo livro que leva o seu nome, renunciou a um cargo de responsabilidade e bem remunerado perante o rei da Pérsia, no ano de 445 a.C., a fim de reconstruir os muros de Jerusalém e congregar os judeus como nação (1:1 - 3:32). Seus trabalhos provocaram intensa oposição de homens poderosos, mas Neemias se sobrepôs às ameaças, adotando sábias medidas defensivas (4:1-23).

Neemias tinha uma convicção interna de que era servo. Ele tinha certeza da sua missão. Era vocacionado para reconstruir a ordem política, social e religiosa do povo. Neemias conquistou a simpatia de um Rei ímpio chamado Artaxerxes, se importou com uma cidade destruída e convocou o povo para trabalhar. No meio do caminho surgiram percalços e obstáculos, mais uma vez este homem incita o povo a não desanimar. Que personagem espetacular! Temos muito a aprender com este servo de Deus. Por isso, neste mês, sugiro a leitura do livro de Neemias.

Às vezes somos levados pelos ventos da desistência e atormentados pelas tempestades da inconstância.  Muitas das nossas experiências de desânimo seriam evitadas se aprendêssemos mais com Neemias. Nenhum personagem na Bíblia foi tão corajoso, intrépido e perseverante, mesmo em meio a muita oposição. E nós, que faremos? Ficaremos prostrados diante dos problemas ou olharemos para Aquele que suportou provações maiores que as nossas? Jesus deseja transformar cada um de nós - como os bambus.
Pense nisso!

2 comentários:

  1. Querido Tiago, percebo aqui um pouco de influência de Stuart Olyott- "as perguntas" e outra coisa, a ilustração. No livro Ministrando como o Mestre, Olyott examina as ilustrações que Jesus usava. Um dos tipos era "situações cotidianas". Seu uso do bambu é muito interessante, pois tal como Jesus fez usando ilustrações da traça, ferrugem, candeia, velador, alqueire, assim o irmão está crescendo na graça de Deus, o discípulo cada dia mais está aprendendo a tomar a sua cruz e ministrar como o Mestre.

    Louvado seja a Deus pela vida do irmão!

    Encerro com uma frase de William Sangster (Ministro na Westiminster Central Hall-um metodista)

    "Minha congregação precisa de postes de luz para iluminar o seu caminho"

    extraído do Livro Eu Creio na Pregação, John Stott

    Em Cristo

    Cesinha

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    Respostas
    1. Cesinha,
      Sua presença aqui é um privilégio. Abraço.

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