5 de julho de 2012

"Doutor... meu coração é Corinthiano?"

Futebol e Religião são fenômenos parecidos. Ambos estruturam ambientes que propiciam o fanatismo. Sou Corinthiano por parte de pai e por opção. Mas assistir ao fanatismo da nossa torcida causa tristeza e repulsa. Todo fanatismo é pecado, porque os extremos nunca são saudáveis. Se você é cristão torça pelo seu time, mas não construa um altar para ele em seu coração. Gostaria de ver o Governo investindo mais em educação do que em futebol e de ver os cristãos postando mais opiniões construtivas do que futilidades. Não coadunemos, portanto, com as superficialidades futebolísticas da cultura brasileira. Somos campeões da Libertadores, mas não está nisso o fundamento da nossa alegria.
Como cristãos, teríamos um coração balizado em tanta superficialidade? Seria um Time de futebol a aspiração da nossa alegria? Por acaso seria bíblico fundamentar nossa realização pessoal num time, por melhor que ele seja? Se fosse assim, teríamos que jogar a carta de Filipenses no lixo. É a carta da profunda alegria que não pode ser encontrada nas coisas, nas pessoas ou nas circunstâncias, pois nossa alegria verdadeira está em Cristo. É por isso que o apóstolo Paulo, mesmo na prisão, dizia: "tudo posso naquele que me fortalece" Fl 4,13. Onde está o fundamento da sua alegria? Em experiências passageiras e circunstanciais ou nas eternas promessas do Salvador?