24 de fevereiro de 2011

Sobre o Livro - Amado Timóteo, de Thomas K. Ascol

Ao ler a coletânea de cartas de pastores experientes no ministério, publicada com o nome Amado Timóteo[1], vemos o seguinte: “Muitos pastores não têm um Paulo ou um Barnabé para apoiá-los nas horas difíceis ou para ajudá-los a terem uma nova visão das alegrias do ministério”. Possuir companheiros de lutas (Fm 1:2) é fundamental para compartilhar a fé, as adversidades e receber conselhos. A experiência de outros pastores pode ajudar os mais inexperientes. O “rótulo” de “pastor” vem carregado de pressões, responsabilidades e necessidade de vigilância constante. Autohumanizar-se e buscar no companheirismo de colegas de ministério a ajuda necessária, é prerrogativa fundamental para viver o ministério pastoral com alegria. As características bíblicas (1 Tm 3, Ti 1) são pressuposições e exigências elementares para que o pastor se responsabilize por outros. Os critérios outorgados pela Bíblia já são demasiadamente difíceis, embora não impossíveis, de serem praticados e mantidos. A Igreja não pode pressionar o pastor a dar aquilo que ele não pode – e o mesmo não deve se submeter às expectativas catalisadas pelas pessoas, pois nem sempre agradam a Deus. Só pode ser Mestre quem um dia foi discípulo; só ensina quem foi ensinado. Só cuida, quem está sendo cuidado. Portanto, o pastor deve cuidar de si mesmo, só depois da doutrina (1 Tm 4:16a). Deve estudar exaustivamente, prazerosamente e profundamente a Bíblia e boa bibliografia. Ao tomar decisões, deve ser democrático, representar os interesses de todos na igreja e jamais ser partidário ou favoritista. A igreja sabe discernir se seu pastor faz julgamentos justos e que representem os interesses de Deus. Ao aconselhar, a tarefa do pastor é conduzir o aconselhando à Palavra, desprovido de interesses e julgamentos indiscriminados

[1] ASCOL, K. Thomas (Org.). Amado Timóteo – uma coletânea de Cartas ao Pastor. Editora Fiel, São José dos Campos, SP, 2008. p. 11.

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