2 de janeiro de 2011

Lamento não é murmúrio ou reclamação!

Lm 3:17
Alongaste da paz a minha alma; esqueci-me do que seja a felicidade.

O lamento não põe em dúvida a soberania de Deus, o murmúrio sim. O Lamento não questiona os propósitos soberanos de Deus, a reclamação quer saber o porquê das coisas na tentativa de pressionar Deus na parede da incompreensão humana. A reclamação nos dirige em direção à ingratidão, insatisfação com os atos de Deus e falta de fé. A reclamação é auto-independente, enquanto o lamento é dependente de Deus. Precisamos aprender a lamentar como os profetas de Deus, denunciando o pecado e anunciando a justiça. Lamentar com humildade. Lamento como forma de expressão da oração sem hipocrisia e despida de presunção. Lamento dependente, lamento submisso e não obstinado.

Frequentemente somos tentados a reclamar das coisas, quando algo vai mal.

Precisamos aprender a lamentar e desaprender a murmurar.

Enquanto estivermos perguntando os “porquês” do sofrimento humano e nos contentarmos mesmo com o aparente silêncio divino, tudo bem.

O problema é quando a insatisfação toma o lugar da gratidão. Quando nos consideramos fiéis ou justos demais para sofrer. Torna-se um grande problema quando tentamos justificar o murmúrio com nossos argumentos banais, na esperança de sermos inatingíveis pelo sofrimento. A verdade é que a reclamação nos afasta de Deus, o lamento nos aproxima.

Deus conhece a nossa dor (Sl 139)! Sabe o quanto sofremos e se importa conosco. Não há motivos para criticar as permissões de Deus em nossas vidas, “pois todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus ...” (Rm 8:28), inclusive as experiências desagradáveis.

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